terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jogo de Soma Nula

Habitamos um cerco cilíndrico patético em que, sem esforços do exterior, por intenção primária, nossa, decidimos valorizar a nulidade. Vamos até lá fora, num ambiente e país coberto de belezas e riquezas, paisagens e valores antigos, sabores e cheiros… na pacificidade de um avistar supostas alegrias e conquistas, mares norteados, nossos, bainhados e gentes… desvalor! Quando tudo o que ladeia te instaura a repugnância e a raiva, quando tentas lutar na maré acesa por uma paz desejada e merecida e mil barreiras te prendem a um barco naufragado, soluças o que há, que apoios existem, de que vale tanta labuta? Quando no berço houve castigos, quando crescente na injúria, quando batida foi a estima, quando os irmãos desprezam, quando a loucura se instala, quando a pobreza rouba, quando o dinheiro falta, quando o amor desconhece, quando a profissão falha, quando a valorização não existe, quando te rebaixam na glória dos estudos em apogeu, quando o materialismo te corrompe, quando a riqueza está na corrupção, quando os loucos dominam, quando a fraqueza é comédia d’outros, quando a luxúria ganha, quando os bons são pisados, quando a morte é precoce, quando a doença domina, quando os melhores têm migalhas… quando a paz é utopia!
Quando já nada mais há em ti que lágrimas sôfregas de tanto pesar, de tanto cansar, quando nada mais há que te prenda numa alcançável maratona sem um fim objetivado, quando te curvas perante todos para deles chibatadas devolverem, o que prevalece colorido, afinal? Derrotista, serei?! Farta, melhor! É tudo, ao meu olhar, terrivelmente doloroso! Não pertenço aqui, não me revejo nisto, nestes seres diabólicos, neste ambiente carbóneo e canceroso! Padecerei, sem mais remédio, de loucura quando nela, único refúgio da realidade, melhor fantasiada. Porque pesa tanto caminhar? Porque não me libertam? Porque tantos obstáculos? Porque tanta cegueira à felicidade? Porque o menos me domina, quando noutros tantos mais? Não há respostas, não há lógicas, não há racionalidade capaz de explicar o que me abandonou.
Quando nada mais há de glorio aqui, em ti único refúgio no olhar para dentro, mais belo, e te apaziguares. Quando lá fora guerras se instalam e bombas rebentam e sangue lacrimeja escurecido pelo tão pouco de humano neles.  Respiras fundo, engoles, dissolves, inventarias escapes, buscas o apoio raro e dissolvente e volúvel.
E nada há de teu aqui, cá fora? Única beleza na selvagem natureza onde te inspiras para prosseguir, em tropeços, mais um rumo, mais um caminho, mais um cansaço. Teus olhos tristes miram o que sobejou deste cíclico rodopiar patético e nem sempre há desejo de continuar. E nem sempre no ar o oxigénio existe para respirares, porque alguém outro te roubou e sorriu depois em troça perante o teu esvanecer. Nem no fim a solução possível e mais desejável, porque ele simbolizaria a cobardia de quem, por aqui nada conseguiu, nada alcançou, nada ofereceu, nada herdou e nada testamentou, já que a riqueza em ti ninguém a viu, quando o diamante valioso ninguém procurou descobrir, já que o pacote estava roto e gasto, erosivo e velho, fedorento e sujo, nojento e imundo. E na tristeza, esquecida, continuas mais um pouco, sempre mais um pouco, a custo…aqui.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Rute

A tua chegada aconteceu naquele momento de viragem em que supôs nunca o viver. Conhecia a face de penumbra que tinha aprendido a habituar-me diante de todas as passagens vivenciais acontecidas. Julguei, a certo ponto desesperado, deixar de crer no bom, na amizade, no cuidar, na dádiva e no amor. Tornei-me descrente perante a felicidade que advém e é produto do estar com um outro. E foste ficando, com igual querer de ambas, permanecendo aqui, nesta esfera cilíndrica, inicialmente tão fechada, tão ausente de arestas e janelas sobre algo maior – o meu mundo. Ditaste-me caminhos e me fizeste perceber diferenças nas ideações e reflexões sobre este jogo encantador e monótono que de tanto cansar, anima – a vida. Jamais a esquecer a surpresa da tua entrega quando, na aparente solidão de braços em riste, consegui ver, isolado, o teu estendido. O braço de quem, informalmente, em contexto reservado e sem maiores entregas, invejei no destaque do conhecimento, produto de trabalho, fonte de saber, que foi conseguindo acumular num todo imenso que faz de ti assim, Rute. Aquela que surpreende em momentos de evasão, na liberdade de um palmar o que a vida de bom tem para oferecer, sem demais entraves, com entrega maior, numa constante procura de prazeres, coisas e outros. Num tão singular flutuar, na simplicidade de um espaço, no cerne de tudo, no labiríntico desassossego de agitação que a compraz. No ditar limites, na severidade tão quebradiça de um sorriso, afinal, fácil, dócil, meigo… não no atuar, mas no comportar, no simbolizar através do ato, mais autêntico. No abarcar gentes, em reunião, em convívios bons, na aventura de conhecer outros, na facilidade do erguer da desilusão, tão admiráveis! Na ânsia do conhecer, infinitas horas noturnas, vespertinas, na sonoridade de toldadas mentes em queda sobriedade… um paralelismo dicotómico digno de arte, a bem ser retratado um dia, quando lá fora te fizeres sentir.
Eis que, rotineiramente, me fazias chegar com um sorriso e um embalo desapegado a confortar as insaciedades de uma descontente. Sem espera de retorno, descomprometido, um bruto querer. Agora, no hábito de ti, de te saber perto, agora que entraste aqui, no círculo infinito de desconsolações e de torbulências, não te consigo apartar mais. Permanece e continua, através da tua bondade, a guiar passos de uma petís... essa que, deste lado, em quilómetros poucos afastada, te recorda num misto de saudade e ternura, esperando o amanhã para te rever e te felicitar, estender-te o que de melhor tenho, um ombro, na retribuiçao do incalculável.
De todas as confidências, em ti deposito toda a veracidade, pelo acúmulo de beldade que vejo em ti e me alumia.
Muito Obrigada! Felicidades!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

História



De entre tamanhas relutâncias, ela enfim nasceu. Num ambiente, qual sereno e tranquilo... Ela, a dominadora, foi desejada para apaziguar o sacrifício e o amparo desejado. Nao fora destinada a grandes feitos futuros nem projetada num casamento com filhos. O carinho era inútil para quem seria a bengala e não o peluche acarinhado. Na mesa o essencial para o seu governo, num estômago pequeno e colado. O pior restava-lhe. Sofreu, sim, desamor e respeito, esse, nenhum. Quis, teimosamente, à rebelia dos seus grandes gigantes, crescer, amadurecer, ser alguém. E estudou. Conseguiu sucessos e, desse ânimo, foi caminhando até um alcance pacífico, que lhe traria a independência e a boa aventurança à mesa de uma casa sua. Seus cabelos negros, compridos, esvoaçantes e luminosos, num olhar igualmente breu e captador, ela o conheceu. Quem ele era? Rapaz bem visto, educado. Ele que perdera o seu seio em tortuosos dias, anteriores, de lamentos e sofreres, de um pai revolto e súbito, carregado de vícios mas também saberes numa mão engenhosa. Discórdias, falta de alento, o ser preterido aos outros, num total ímpar, nao foi feliz no ontem. Nela viu a possibilidade de ver clareados os seus medos e de ver terminados seus lamentos de tanto tempo companheiros. Apaixonaram-se. Loucura e saudade juntas dissiparam sobre eles sonhos que, perdidos, decidiram largar. Fantasias em que tu nao és como eu te vejo, mas agrada imaginar-te nos meus desejos e vontades corrompidos, à luz do meu querer. Cegos, casaram-se. Mas, afinal, quem és tu? Aqui ao meu lado. Foi contigo que desejei vida? Filhos? Nos enébrios e embevecidos momentos de lucidez ou no odor a éter, álcool, sabores sangrentos, circulando por dentro, de impulso negado, deram à vida um ser. A antítese das suas ânsias... era a serenidade angelical que desejaram para si. Dormia, no leito, suave respirar. Estará ainda viva? Frágil, branca, luzidia, clarão a seus olhos. Ela! Cinco primaveras e, nas noites frias de gelo enrigecido nos tetos da casa, ela, outra, chorou pela primerira vez. O oposto. O sobressalto. A agitaçao. O sono. A doença amarela, feia e revoltada. Insatisfeita no sempre. Mas que quer? Condolida. Em dor. És tu... reflexo de nós, no íntimo. Desdenho-te! Como te atreves despertar-me do sono da calma feliz com a primogénita? Cresceram sem amizade. Sem entendimento na diferença. Sem reflexo. Cheiro a adega até o susto abrandar. A doença mostrou-se, sem receios, diante dele. Agora, diz-lhe, cuida-me! Cheguei, sou tua e irei destruir-te, lentamente, num continuar anos que daqui virão.
Estou aqui e ninguém me vê. Nao percebes que desidrato numa sede de querer? Vejam-me! Tenho habilidades e sorrio inteligencia. Nao, asno, nao!!! Nao quero mais chorar essa palavra que me esgana aqui, onde mais doi. Abraça-me. Consigo-o se te ouvir e essa a estratégia usar. Porque elas são melhores e à outra, sem sangue, houve brinquedos tao dóceis? Deixai-me ir, agora, maior na coragem, para longe e de lá conseguir o necessário. Mas deparam-me ameaças, troças e mentiras. Amizades desejadas, o sol, a órbita, e amores desejados, satélites, apenas no imaginário vividos. Um sonhar aparvalhado quando nada no real agrada. E na utopia permaneceu até ao choque com aquele, hoje duvidoso, fez defrontar numa queda a pique com o terreno. Criou também dolorosas cicatrizes, vigílias, sobressaltos, ataques bravos e raivas sem alvo. Hoje, renovada no bem e mal alcançados, é diferente e, naquele abraço, a paz desejada num momento, em momentos, instantes no eterno de um segundo sorridente, num baloiçar embalado de felicidade sem um chão, duro ou suave, visivel. No amanhã saberei o rumo da história que há-de vir.

sábado, 5 de novembro de 2011

Variâncias



A inspiração esvaiu-se num mergulho denso sobre as águas pesadas e viscosas de um real de penumbra e esforços. Será que ela apenas se revela no sofrimento? Ele já não me governa, hoje, de fato. Mas entristece olhar para aquele que antes fora meu amigo, único e último, e verificar que escassa o tema. Não só esse, tema, se diluiu! Onde foi a capacidade de brincar com as palavras e produzir confusões em mil? Focalizando-me nesta outra realidade, agora enfim externa, aquela que me conduz, que me encerra e limita no agir, fica esquecida no refletir. Não que a dor faça falta, não que anseie o devolver passado, não que me alegre pensá-lo… apenas a nostalgia de notar que no hoje não sou igual, jamais. Que talentos, capacidades, temores, oscilações e revoltas se dissiparam; alguns engrossaram, outros infertilizaram. Mas eis que um braço me prende ao ontem e me vem contar que há quem me espere e que soluça por mais do eu outrora. Sem enaltecimento maior. Que devolver? Quando, por aqui, novamente reencaminhada para outros cheiros, outras sonoridades, prazeres e gentes, prossigo numa trajetória diversa… Nada é linear e antecipado no troço que marco naquele véu de luz que nos é colocado em hora de graça. Ora mais carregado de negro, ora mais leve e quase invisível, ora circular, ora em ondulações vertiginosas. Quem me dirá o que virá a seguir, se no nada há coerência? E vou escrevendo sobre a tábua rasa áspera a história que, após cada parágrafo tem um ponto final e um novo parágrafo… quebra e mudança! Pois que o tema muda, continuamente, sim. E eu, sinto o arrepio da queda? Vacilo? Receio? Nego? Não! Prossigo! Há tanto para versar, tanto para criar e adoirar! Esta incoerência irá, por fim, trazer o sumo etéreo essencial de que anseio e, suponho, pois meus olhos sobre isso se direcionam, alcançará um termo que trará sorrisos e fomentará a outros, artistas, a continuidade de mim, o preenchimento do molde semi-acabado. Toda a prosa, a música, tem um início, um mediar (rascunho ou em versão definitiva e irreversível) e um… Termo! Para lá todos o desejamos querer, com a maior graça possível. Riqueza naquele que cultivou o incopiável, o sem plágio, o autêntico, o novo, o cerne. A par com todos os entes sociais, marginais, circunstanciais, insignificantes.
Ele não deseja de mim mais que a complexidade da existência que projetou certa hora sobre os meus ombros abebezados, no princípio, no ato magnífico criador. Sei não cuidar espera de retas… nem no somatório do passado curto que me fez, sei perceber a facilidade de um caminho aplanado e sereno. Mas, ele que me atenta, aplaude-me com vitórias e corações que se acercam e me arrancam prazeres. Ele enfim surgiu! Ele que será equiparado à felicidade mas que me dará, inevitavelmente, o sofrer essencial que sempre orbitou para a continuidade da instabilidade de que me cerca, me pertence, me simboliza, naquilo que sou, no que fui e no que serei… amanhã.






Clara Conde Balsemão
04/11/11
claraconde@gmail.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vera




Palavras que te definem: “diversão”, “energia”, “espontaneidade”, “beleza”, “sociabilidade”, “devoção”, “trabalho”, “empenho”, “sorriso”, “amizade”, “cor”, etc… não são estas as características que, contudo, me agradam em ti. És, para mim, um somatório de vulgaridades, tão rico, tão imenso, tão extenso que atrai todos, que a todos cativa e que faz de ti alguém IMENSO! És riqueza, já que tens em ti muito mais do que o habitual. Tens tudo o que cada um precisa e és capaz de dar nas doses certas, no momento oportuno, exactamente aquilo que é desejado. Isso encanta! Mas és também (e acredito que poucos percebam) “subtileza”. Há sinais, meros relâmpagos, que atentados, te tornam ainda melhor! És mais que as vulgares palavras que ditas, ao abandono, cintilam em tantos ouvidos… Guardas em ti o diamante bruto que não revelas. Quem o conhece? Ninguém (atrevo-me a adivinhar)! Porquê? Porque dás apenas a tua imensa superficialidade e fechas em ti o teu melhor bem. Porque de todos gostas, mas nenhum te faz evoluir na esfera dos sentires. Aplaudo a tua linearidade e correcta precisão de busca… sem ansiares, sem fantasias! És terrena e sabes o que queres! Contudo, emites pistas, sinais, pequenos indícios, que aguardas compreensão. São esses que me dão gozo e me fazem continuar a estar contigo para os decifrar. Conhecemo-nos bem, existe cumplicidade… sei que és sensível para, também dos meus sinais, me compreenderes… e deixa de haver necessidade de falar; as palavras, aí, perdem todo o seu valor. De um ano de convívio soluçado, sei-te o suficiente para querer mais de ti no futuro, nada mais precisando.
Contigo descobri a faceta lunar do brilho em reflexo do sol quando, eu, sempre preferi a faceta oposta, de treva e escuridão (a essência da arte). Complementas a minha visão fragmentária das coisas e, da tua segurança, semeia-la para meu alimento. Dás a todos tanto de ti!!! Confesso que sempre temi perder-te e surpreendes-me de cada vez que me procuras no meio de tantas outras hipóteses. É aqui que reside o meu OBRIGADA; é aqui que reside a AMIZADE!
És artista na prática do viver quando dás cor ao cinzento de tantos. Sou artista quando, de pessoas como tu, seres ou coisas, me transmitem um motivo para as manter eternas numa tela. Serás eterna agora, pelas mãos toscas e rudes de uma aprendiz que te eleva junto dos que, por invulgares, nunca se esgotarão aos meus olhos e estarão para sempre vivos na minha memória, independentemente de circunstâncias e distâncias. “Gosto-te”!

FELIZ ANIVERSÁRIO “GAJA”

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fia



Em fatídicos momentos te recordo na lembrança de um passado presente pelas emoções que me marcaram tua presença, constante e diária. Sob ansiedades, revoltas, maldizeres, cansaço e folia, estás tu. Sempre que as memórias ditam um rumo passado, em ti te torno presente, no teu olhar e fala meiga e até mesmo aquele “bater cachaços” tão peculiar! Saudades, muitas, por não te ter no meu percurso que ditou rumos tão distantes do teu… felicidade de cada vez que sei de ti, uma palavra tua escrita, um novo gesto de carinho e de lembrança além tempo. Agradeço a amizade que gratuitamente deste, a simplicidade, o saber que transmitiste e peculiar personalidade tão fascinada pelo laranja, tão competente no laranja! E aqueles momentos de surda risada onde todos os lugares eram apenas nossos, divertidas, recordas-te? As três, unidas, longas cinco primaveras, aparentemente mais invernos ventosos pelas tempestividades de ciclos de dor intelectual e crescimento. As pessoas que mais gosto são aquelas que não se esgotam nunca… tu! Pois que tatuaste memórias e passados marcantes na minha história! Mas continuo a querer breves momentos de felicidade e partilha, breves momentos, únicos num ano, na maioria, grandiosos na simplicidade de um colmatar de faltas. E sem algibeira recheada mas carinho real aqui meu gesto no teu grande e mágico dia!... dia que marcará tua história, que quiseste ter-me por perto para me manteres, de forma igual, nas tuas lembranças quando um eu substancial não se encontra por perto pela força exterior de outros poderes. E estás a caminhar em direcção a um nascer novo e desconhecido… vertiginoso? Seria para mim, na projecção de mim sobre ti. Acredito que saibas tudo o que de mais útil há a saber sobre o que aí vem, embora pormenores e morosidades desconheças… essas apenas pelo viver saberás. Que apenas saibas, para total governo, que do outro lado da montanha, naquele nascer de sol grandioso, está aquilo que ninguém sabe e todos desejam sentir – tão famoso amor! Desejaste-o, aliás como é geral na natureza humana, condição primeira e última de toda a existência, esse sentir. E partilhei angústias por quem menos te mereceu e soube, porque mo disseste, quereres casar com o laranja e nada mais! Mas ele tardou e veio, rompendo todos os fortes alicerces de estrutura fragilizada perante avanços mal sucedidos e conquistou teu melhor pedaço – aquele que bombeia, que nada mais deve a não ser àquele que sustém teu olhar e pensamento e te disse, num conhecimento contínuo, “é ele”. E assim se processa o verdadeiro sentir… numa acalmia, num apaixonar-se continuado, na convivência, no aperfeiçoar feitios e adaptação para a felicidade. Fizeste-o bem! Não o sei ser até agora, mas a ele agradeço já tudo o que te deu, que já é teu e te pertence, independentemente do amanhã feliz ou sombrio. Fisgas se façam pelo horizonte luzidio a cada dia de romance que agora com novos contornos se inicia. E que me deixes saber, por breves lembranças, o seu desenrolar. Há felicidade em mim pela tua. Olha para essa nascente que perante ti se depara e deixa simplesmente o vento encaminhar-te num deslizar flutuante pelo prazer de bem querer e pertença. Deixa-me ficar na mira de um futuro teu que, de soslaio, vou querer apreciar… pois que quero manter-me presente na ausência! E de igual forma, e a isto verdadeira amizade, brotam sentimentos puros por ti de cada vez que te sei respirar na outra margem.

Obrigada e Felicidades!